domingo, 26 de setembro de 2010

JUBILEU DE PRATA DE MINHA EXISTÊNCIA


Salvador, 23 de setembro de 2010.

Primavera combina com flores, por isso, ao nascer neste dia, aprendo que a cada aniversário, tenho a oportunidade de florescer, amadurecer e tornar-me um homem apaixonado pela vida. Ao fazer uma releitura e recapitulação da minha vida, meu coração palpita de emoção ao memorar cada momento que vivi, cada medo que senti, cada erro que cometi, cada amor que conheci, e finalmente, cada alegria que transmiti.

Não posso celebrar o dia do meu nascimento, sem tributar honras, glorias e louvores, à Jesus, meu Rabone, autor e consumador da minha fé. Pois foi Ele que nunca permitiu que noites impedissem o nascer do sol em minha vida.

Neste dia sinto-me mais sensível e espiritual. Pois, é o momento em que, com maior intensidade, reflito sobre minha missão aqui nessa terra. Enquanto aqui estiver, quero poder cumprir a vocação pela qual o Cristo, do qual sou servo e amigo, me confiou.


Balanço aos 25 anos


A) Sou Homem

O menino que há em mim, está arrumando a moradia de sua existência para a chegada do homem, o qual Deus tem me preparado para ser. Não obstante, não esquecerei a canção que esse menino aprendeu a cantar. A canção da simplicidade, da humildade, da sensibilidade e da felicidade. Para aprender as notas e melodias da canção dessa existência, muitos erros cometi, dos quais não me envergonho, pois em cada tropeço, aprendi a caminhar. Se hoje valorizo as virtudes da vida, tais como: caráter, educação e bom testemunho, é por que as falhas que cometi me ensinaram o valor do caráter de um homem de bem.

B) Sou Teólogo

Sou homem e teólogo. Concordo plenamente com Gutiérrez, pois, acredito que nem sempre terei inspiração para escrever uma poesia, não obstante, a teologia sempre foi, e sempre será a minha carta de amor para Deus, para a igreja, e para o povo o qual eu sirvo como presbítero. É justamente nessa releitura da minha vida, que sempre entro numa crise, pois, se não sei com profundidade quem eu sou, como poderei ensinar quem Deus é? A teologia me ensinou o valor da vida e do mundo, olhando pela perspectiva do Cristo da Fé. Cada noite de reflexão, ao ser perturbado com temas que giram em torno da existência e da fé, cada experiência vivida e experimentada com o Deus vivo, me deixaram totalmente apaixonado por essa vocação o qual abracei e tenho seguido com lealdade. Tudo isso foi possível ao ser agraciado por essa experiência mística, que eu chamo de conversão. Se necessário, faria tudo de novo, pois, experimentar Deus é uma experiência inefável! Deus tem gosto de fé. E Sempre que o experimento, minha alma é nutrida com fé, amor e esperança.

C) Sou Cristão

Sou homem, sou teólogo e sou cristão. Antes de ser homem, fui menino, antes de ser teólogo fui discipulado e seminarista, porém, algo que não renuncio na minha vida é minha cristandade. Nos dias hodiernos muitas pessoas da mídia tem se denominado como evangélicas, não obstante, cometem graves distorção de caráter e conduta as quais nunca seriam conhecidas ou reconhecidas pelo Cristo da Fé. Por esse motivo, renuncio ser chamado de evangélico! Quero simplesmente ser conhecido e reconhecido como Cristão. Quando assumo a minha cristandade, estou me identificando com o Jesus do Calvário, estou publicamente assumindo uma aliança com o Cristo da Fé, o qual transformou e marcou a minha vida. Sou Cristão, pois creio na morte e ressurreição do mestre e Sua palavra é a minha única regra de fé e prática. O Cristianismo me ensinou que embora Deus sendo um mistério absoluto, o mesmo torna-se uma realidade infinita em Jesus Cristo. E como Cristão posso tornar esse Cristo imanente e vivo para a fé daqueles que lêem a minha vida como um livro de conduta cristã.

D) Sou Servo de Jesus Cristo

Finalmente, neste balando dos meus 25 anos de vida, chego à feliz conclusão de quem realmente eu sou. Sou homem, sou teólogo, sou cristão, e por fim, sou servo de Jesus Cristo. Antes de fazer qualquer análise sobre o Cristo da fé, confesso que Jesus Cristo é o meu Senhor. Por este fato, devo lealdade, submissão e servidão a este Senhor gracioso. Submeto-me ao Senhorio de Cristo, e o sirvo de forma livre e consciente. Confesso que não sou um cristão perfeito, se é que na presente vida terrena, poderemos alcançar essa perfeição. Sou um homem, que embora tenha a sua confissão de fé girando em torno do Cristo Vivo, muitas vezes erro, falho ou deslizo, não obstante, nunca renunciei a minha fé, nunca troquei o Senhorio de Cristo por outro senhor. Passei muitas dificuldades na vida, e nesse momento Cristo Jesus esteve ao meu lado para me prover. Passei por diversos apuros, mas foi Ele que me protegeu. NA infância sofri dois acidentes que custariam minha vida, se não fosse o Cristo Camarada, que guerreasse com o inferno em prol de minha vida. Hoje sou o que sou, pela graça de Cristo, se é que sou alguma coisa. Alias, com Cristo sou tudo, e sem Ele sou nada.



SOLI DEO GLORIA!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

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"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CRISTOLOGIA






CRISTOLOGIA
QUEM É JESUS?

Pb. Carlos Rogério Alves
Bacharel em Teologia

Neste presente artigo, passaremos a analisar e discutir sobre um personagem que há milênios tem chamado a atenção de estudiosos. Embora muitos tenham opiniões divergentes sobre Ele, neste ponto, todos concordam: Este personagem revolucionou o mundo! Quem é ele? Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus.


Historicamente não há outro personagem que influenciou o mundo como Jesus Cristo. Os seus ensinos, a sua filosofia de vida, o seu caráter, enfim, Tudo que vem dele nos influencia até hoje. Analisando ente contexto nos vem a pergunta: Quem é Jesus Cristo, e o Que precisamos saber sobre ele? Ele é Homem? É Deus? Ou seria Ele homem e Deus ao mesmo tempo?


É muito importante para compreendermos a Cristologia analisarmos as duas naturezas de Cristo, a Humana e a Divina.


A DIVINDADE DE CRISTO

Há quem diga que nós atribuímos divindade a Cristo simplesmente para justificar a nossa adoração a Ele. Mas vejamos o que Jesus dizia de si próprio: Jo 16.28; Mt 18.20; Ap 1.8. Ao analisarmos todo o contexto do Novo Testamento percebemos que frequentemente são atribuídos atributos e nomes divinos à Cristo. (Jo 1.15; Jo 8.58; Jo 17.5,24).
O Teólogo Henry Clarence Thiessen diz que existem cinco atributos apresentados em Jesus Cristo que servem como provas cabais da sua divindade, são eles: eternidade, onipresença, onisciência, onipotência e imutabilidade. Mas em que local da Bíblia encontramos respaldo para esses atributos?

  • Eternidade - Hb 1.5-11; 13.8
  • Oniresença - Jo 3.13; Mt 18.20; 28.20
  • Onisciência – Jo 1.49; Lc 6.8; 11.17; Jo 6.66
  • Onipotência – Ap 1.8; Jo 5.19, Mt 28.18
  • Imutabilidade – Hb 13.8; 1.12

O professor Benjamin Breckenridge Warfield expressa a dinvidade de Cristo da seguinte maneira:

“Nossa convicção da divindade de Cristo repousa não apenas em passagens das Escrituras que a afirmam, mas também sobre toda nossa impressão do mundo”. Ou talvez: “Nossa convicção repousa tanto sobre as afirmações das Escrituras como sobre sua completa manifestação”. Ambas as linhas de evidência são válidas e, quando misturadas, formam uma corda inquebrantável. Os textos-prova e as passagens comprovam que Jesus era considerado divino por aqueles que viviam com Ele; que Ele mesmo afirmava ser divino: era conhecido como divino por aqueles que eram ensinados pelo Espírito; que, enfim, Ele era divino. Mas além e acima dessa evidência bíblica, a impressão que Jesus deixou sobre o mundo dá testemunho independente de sua divindade e pode muito bem ser que, para muitas mentes, isso possa parecer a evidência mais conclusiva de todas. Certamente, é bastante convincente e impressionante.


Martinho Lutero disse: “ Adote a visão de Jesus como homem e você descobrirá que ele é Deus”. Passemos agora a analisar a humanidade de Jesus Cristo e vejamos se Lutero estava com a razão.


A HUMANIDADE DE CRISTO

"E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher. E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus." - MT. 1.21-25


Os evangelhos nos relatam o nascimento de Jesus Cristo, provando a sua humanidade, mas como pode uma pessoa ser homem e Deus ao mesmo tempo?


O Teólogo e Professor Myer Pearlman nos esclarece essa questão citando o erudito Martin J. Scott:

“Como todos os cristãos sabem, a encarnação significa que Deus (isto é, o filho de Deus) se fez homem. Isso não quer dizer que Deus se tornou homem, nem que Deus cessou de ser Deus e começou a ser homem; mas que, permanecendo como Deus, ele assumiu ou tomou uma natureza nova, a saber, a humana, unindo esta à natureza divina no ser ou na pessoa Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.” ( Perlman, 2001 pg)

Existem várias passagens nos evangelhos provando a humanidade de Jesus:
  • Convívio Social - Jo 2.12
  • Necessidades físicas (tais como: sede e cansaço) - Jo 2.12
  • Chorou - Jo 11.33-35
Tomando como base as duas naturezas de Jesus Cristo (divina e humana), convido os meus amados leitores para uma reflexão teológica:


o Apóstolo João diz:
“...O Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus...” (Jo 1.1)

“...E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” ( Jo 1.14)

Neste texto João mostra que o verbo pré-existente assume a natureza humana, é o que o teólogos chamam de encarnação do Verbo. A Bíblia diz que nós somos pecadores, ou seja, herdamos o pecado original de Adão. Quando Jesus Cristo, o verbo encarnado, assume a natureza humana, o mesmo herda o pecado adâmico? Pois sabemos que todo ser humano está ligado à Adão por nascimento, eis a razão de nascermos com a natureza pecadora. Mas será que ao assumir a humanidade Jesus Cristo recebeu a hereditariedade do Pecado de Adão?

Jesus Cristo apesar de verdadeiro homem não possui pecado, pois deve ficar claro que o seu nascimento é virginal, Não estando ligado a Adão por nascimento. Eis o motivo de em todos os credos ser enfatizado o nascimento virginal de Jesus Cristo.
Ao estudar este nobre assunto que é a Cristologia, pude perceber que na História da Igreja do Novo testamento tem se levantado diversos ponto de vista sobre a pessoa de Jesus, ou seja várias cristologias. Por isso foi preciso vários concílios para estabelecer a verdadeira doutrina bíblica sobre Jesus.

CRISTOLOGIAS HERÉTICAS


  1. Docetismo
*Produto de um tipo primitivo de filosofia Gnóstica; 1º século

*Da palavra grega dokeo, "parecer, aparentar"
*Ensino distintivo: Cristo simplesmente parecia humano, um fantasma ou aparência de alguma espécie, Sua aparência física não era real.

2. Ebionismo (2º século)
*Negação da Deidade de Cristo.

3. Monarquianismo (Sabelianismo, Modalistas, Patripassianismo; 3º século)
* Deus existe em três modos diferentes (Pai, Filho, Espírito Santo), mas somente de um modo por vez.

4. Monarquianismo (Sabelianismo, Modalistas, Patripassianismo; 3º século)
*Deus existe em três modos diferentes (Pai, Filho, Espírito Santo), mas somente de um modo por vez.

5. Arianismo (início do 4º século; moderna Testemunhas de Jeová)
*Negação da Deidade de Cristo; Cristo é o mais o alto de todos seres criados
*Condenado pelo Concílio de Nicéia, 325

6. Apolinarianismo (4º século)
*Jesus tinha um corpo, mas este não era de forma alguma como o nosso
*Condenado pelo Concílio de Constantinopla, 381

7. Nestorianismo (5º século)
*Grande ênfase no fato do corpo físico de Jesus

*Uma reação ao Apolinarianismo

*Condenado pelo Concílio de Éfeso, 431

8. Eutiquianismo (Monofisismo; 5º século)
*Uma confusão da deidade e humanidade de Jesus, a combinação produziu uma natureza totalmente diferente

*Condenado pelo Concílio de Calcedônia, 451

9. Socinianismo (final do 16º século; moderno Unitarianismo)
*Negação da Deidade de Cristo

10. Mormonismo
*Cristo é o “filho espiritual de Deus”
*Cristo é “um Deus” mas não com plena deidade no sentido Trinitariano

11. Ciência Cristã
*Cristo não teve um corpo real
*Jesus e o Cristo são pessoas distintas

12. O Caminho Internacional
*Negação da Deidade de Cristo

13. Protestantismo Liberal
*Basicamente Sociniano
* Várias teorias de "kenosis" (doutrina que ensina que Jesus renunciou sua natureza divina para se tornar homem).

Podemos observar irmãos que existem diversas ideologias e até especulações sobre a pessoa de Jesus Cristo. Mas qual delas estaria certa, ou melhor qual deve ser a Cristologia verdadeira? Para explicar isso gostaria de expor para todos o Credo Apostólico e o Credo de Niceno, onde encontramos uma confissão de fé genuinamente evangélica e ortodoxa.


“Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos”. Credo Apostólico, 2º parágrafo 


“Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas.


E, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus, e encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; E subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim”. - Credo Niceno, 2º parágrafo 



Não nos resta dúvida que em Cristo Jesus Deus se revela a humanidade e cumpre sua obra redentora, concluímos, portanto, com a citação de Blaise Pascal:

“Jesus é um Deus de quem podemos aproximar-nos sem orgulho e diante de quem podemos humilhar-nos sem desespero”.

SOLI DEO GLÓRIA.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pão e Circo

PÃO & CIRCO

Pb. Carlos Rogério Alves
Bacharel em Teologia


Congresso (cover) de Camburiú em Salvador; Grande Cruzada dos Milagres na Boca do Rio; Cruzada "evangelística" no Centro Administrativo da Bahia - CAB; Shows e mais shows "gospel" em nossa cidade. Realmente o ano de 2009 para o mundo evangélico tem sido marcado por grandes eventos voltados para a massa. Sinal de reavivamento? Amor pela obra evangelistica sendo renovada em nossas igrejas? Estas e outras indagações tenho ouvido dos irmãos na fé.

A verdade é que o ano eleitoral (2010) está às portas, e é exatamente nesse momento que os nossos candidatos cínicos aparecem em nossas comunidades em busca de apoio. Passam todo o seu mandato (04 anos) trancafiados em seus gabinetes, e não atentam para a necessidade do povo que os elegeram. Infelizmente, no exercício de seu mandato nossos candidatos não apresentam propostas, não criam projetos em prol da comunidade que os elegeram. Não obstante, os mesmos atuam em favor da pequena cúpula, exercendo a politica de "troca de favores". Mas o que me deixa triste é que a grande massa, formada por irmãos simples, trabalhadores e honestos, ficam à ver navios, além de serem aterrorizados com o antigo chavão: Não votem em candidatos impios, pois, devemos colocar nossos irmãos (justos) no governo. Mas que justiça é essa? O que se vê na pratica são "justos" exercendo um governo impio.

Mas há quem se pergunte: por que, então, o povo reelege esses caras, ao invés de dar o troco nas urnas? A resposta está no simples fato que esses homens usam O PÃO E O CIRCO para ludibriar a opinião publica dos nossos irmãos na fé. No império Romano, César promovia espetáculos no coliseu para a população pobre e faminta. A essa prática, deu-se o nome de política do pão e circo. O povo recebia pão para saciar a fome, e shows no coliseu para entreter a mente, e esquecer as "dívidas do governo". O povo, então, se acomodava e dificilmente se rebelava contra os governantes.

Chega a ser hilário a forma como essas pessoas acham que irão concertar suas displicencias promovendo eventos para o povo. Por que será que passamos anos e mais anos "mendigando pão", para realizarmos nossos humildes eventos, pelo fato de nossos políticos não terem verbas para patrocínio, e justamente agora, ano eleitoral, os mesmos se apresentam como salvadores da pátria promovendo e patrocinando grandes eventos? Porque será, que depois de "séculos", somente em 2010, a JUVENTUDE DE SALVADOR terá um grande congresso no Parque de Exposições?

Chega de pão e circo! O nosso povo merece respeito, dignidade, e, sobre tudo, solidariedade. Nosso povo não será mais ludibriado com diversão e comida, pois existe uma geração que se alimenta de livro e caneta, e estes dificilmente serão dobrados aos "Césares" hodiernos. Rogamos a Deus misericordia, para que possamos viver o Cristianismo puro. Esse mundo é uma nave em festa, por este motivo minha alma grita: PAREM O MUNDO, POIS, EU QUERO DESCER!







quinta-feira, 3 de julho de 2008

Aos visitantes deste BLOG


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"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Análise do Pacto de Lausane

Análise do
PACTO DE LAUSANE


Pb. Carlos Rogério Alves
Bacharel em Teologia



O Pacto de Lausanne foi um grande congresso mundial de evangélicos que ocorreu em 1974 em Lausana, na Suíça, onde foi criado um comitê mundial das igrejas evangélicas. Lideres evangélicos se reuniram e assinarm o referido pacto. A partir desse momento abriu-se uma porta para o dialogo cultural entre as igrejas. Na presente dissertação, portanto, analisaremos os capítulos 11, 12 e 14 do Pacto de Lausane à luz do contexto doutrina, moderação, paciência e juízo, traçando em seguida um paralelo com o capitulo 17 do Evangelho de João.

“Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes[...]”. (Art. 11)

Diante de tal afirmativa que reza o art. 11 do pacto em apreço, sentimos a necessidade iminente em refletir que tipo de cristianismo está sendo vivido nas igrejas hoje, e qual tem sido o papel dela neste mundo. Realmente a grade preocupação das igrejas hoje tem sido atrair novos membros para suas comunidades, porém ao invés de evangelismo e discipulado, usa-se recursos variados de marketing, métodos estes, muito usados nas empresas modernas, que aderem ao marketing de rede. Quero que fique claro que não tenho nada contra o marketing, nem à novas estratégias que visem atrair as pessoas para a igreja, até porque as estratégias, inclusive de marketing é eficiente no processo de evangelização, desde que seja usado com sabedoria. Aqui entra a questão da moderação. Pois quando a igreja exerce a sua função de sal e luz neste mundo, evangelizando e discipulando, entregando pessoas regeneradas à esta sociedade perversa, está entendendo a proposta do evangelho. Quando a igreja prioriza o crescimento numérico ao invés do espiritual ela está doente.

“Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e postestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial [...]”. (Art. 12)

É imprescindível que ao nos emprenhamos no labor da obra missionária, tenhamos em mente que se trata de um conflito espiritual. Pois como ministros de Deus, trabalhando em favor do Reino da Luz, resgatamos vidas das mãos de satanás, tirando-as do reino das trevas. Com isto, as potestades do mal farão de tudo para impedir esta obra.
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do Mal”. (Jo 17.15).

Sabedor desta grande verdade, Jesus na sua oração intercessória, roga ao Pai que livrasse seus discípulos do mal. Não obstante a todos estes conflitos espirituais que a igreja missionária está sujeita, prefiro ficar com as palavras de Jesus: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Ao analisar o Art. 14 do Pacto de Lausane, gostaria de colocá-lo na integra, pois considero o artigo áureo do referido pacto.
“Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.”
Doutrinariamente este artigo torna-se um dos principais fundamentos da nossa convicção como igreja missionária. Pois a igreja para ser bem sucedida no labor missionário, a mesma precisa, ou melhor, DEPENDE do poder do Espirito Santo. Tanto é que a ordem do Senhor para sua igreja foi que os cristãos permanecessem em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos de poder. A igreja precisa rever no seu contexto missionário a doutrina do Espirito Santo, este agente divino, a terceira pessoa da trindade que concede poder à igreja para que esta tenha autoridade, intrepidez e ousadia ao testemunhar de Cristo Jesus.



Soli Deo Glória!

Martinho Lutero

Comentário do Filme
MARTINHO LUTERO


Pb. Carlos Rogério Alves
Bacharel em Teologia

“Qualquer alemão consegue ler o que ele escreve.” Com essas palavras um dos cardeais se queixa diante do Papa pelo prejuízo que a igreja estava enfrentando. Esta queixa não era somente pela revolução liderada por Lutero, mas principalmente pelas suas obras literárias.
A literatura teve uma importância sem igual na reforma protestante liderada por Lutero. O mundo católico passava por um momento obscuro na sua história, no que diz respeito às obras literárias, principalmente as que iam de encontro à igreja católica. Os leigos, como eram chamados os fieis que não faziam parte do clero, eram vítimas fáceis de serem manipulados. Até porque a cultura literária não fazia parte da realidade que os mesmos estavam inseridos. Quem pouco lê, pouca capacidade crítica possui. Se um indivíduo é alienado da consciência crítica, logo, o mesmo será mais um com pouca capacidade de argumentação.
Com isso a Igreja Romana se tornava cada vez mais forte, por manipular a consciência dos seus membros. Através de panfletos, contendo mensagens do Papa ou de cardeais, a referida igreja conseguia arrecadar grande fortuna dos seus fieis, que pensavam estar ajudando a resgatar as almas dos seus ente queridos do purgatório. Numa certa manhã, uma senhora apresenta ao professor Lutero uma carta de indulgência assinada por um arcebispo. Pensando a mesma que a referida carta teria poder para libertar a alma da sua filha. Este fato fora imprescindível para fortalecer a sede por verdade que brotava do coração deste teólogo.


Finalmente uma luz no final do túnel. Lutero inicia sua jornada rumo à reforma teológica, equipado apenas com duas armas: a fé e a escrita. Com uma caneta na mão, e um papel esticado sobre a escrivaninha, Dr. Martinho Lutero começou a escrever as suas primeiras obras literárias. Dentre elas estavam as 95 teses, que questionavam a autoridade do Papa, além de combater a cobrança das indulgências. A literatura luterana proporcionou a seus leitores uma consciência crítica e uma mente aberta. O exemplo disso são aquelas pessoas que outrora eram alienadas e manipuladas, e depois passaram a indagar-se: “Se as indulgências são eficazes e o Papa é um homem piedoso, por que ele cobra pela aquisição das mesmas?” Visualizamos quão influente fora a arte literária no processo de conquista da opinião pública.
Concluímos, portanto, que a Reforma não teria tanto êxito se não sem a influência da literatura. Zurique, um dos amigos de Lutero corrobora quando diz: “Quero que os Holandeses sintam o que eu senti quando li a palavra pela primeira vez”. Sigamos o exemplo deste nobre teólogo, que para combater as heresias a dotou o papel e a caneta como as suas inseparáveis ferramentas. Por isso, mesmo depois de morto, Martinho Lutero ainda prega. “O justo viverá da Fé”.

Soli Deo Glória.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Que é Teologia


O Que é Teologia?


Prof. Dr. Leonardo Boff



Teologia como a palavra sugere é o discurso sobre Deus e de todas as coisas vistas à luz de Deus. Constitui uma singularidade de nossa espécie que, num momento da evolução de milhões de anos, tenha surgido a consciência de Deus. Com essa palavra - Deus - se expressa um valor supremo, um sentido derradeiro do universo e da vida e uma Fonte originária de onde provêm todos os seres.
Esse Deus sempre habita o universo e acompanha os seres humanos. Os textos sagradas das religiões e das tradições espirituais testemunham a permanente atuação de Deus no mundo. Ele sempre atua favorecendo a vida, defendendo o fraco, oferecendo perdão ao caido e prometendo a eternidade da vida em comunhão com Ele.
Pertence à fé dos cristãos afirmar que Deus se acercou da existência humana e se fez Ele mesmo Deus em Jesus de Nazaré. Assim a promessa de união benaventurada com Ele se antecipa e será a destinação de todos os seres e da inteira criação.
Entre as muitas funções da teologia, hoje em dia, duas são mais urgentes: como a teologia colabora na libertação dos oprimidos que são nossos cristos crucificados hoje e como a teologia ajuda a preservar a memória de Deus para que não se perca o sentido e a sacralidade da vida humana, ameaçada por uma cultura da superficialidade, do consumo e do entretenimento. Devemos unir sempre fé com justiça donde nasce a perspectiva de libertação e importa manter a chama da lamparina sagrada sempre acesa, donde se alimenta a esperança humana de um futuro bom para a Terra e a humanidade.”

Todo Homem pode vir à Cristo?

Análise crítica do artigo:
“TODO HOMEM PODE VIR À CRISTO?



Dc. Carlos Rogério Alves
Seminarista



O texto em análise consiste num dos assuntos mais controversos e fascinantes do universo teológico. Todavia o autor se mostra completamente despreparado e pouco conhecedor da maior arte que um teólogo não pode desconhecer, a hermenêutica (arte de interpretar o texto). Por este motivo o escritor se contradiz em diversos parágrafos. Passaremos, portanto a refutar e criticar a tese do referido escritor tomando como base as suas próprias contradições.
Baseado no tema “Todo homem pode vir a Cristo?”, o teólogo C.D. Cole, reza que ninguém pode vir a cristo, se o Pai não o trouxer. Não podemos negar esta grande verdade bíblica e teológica. Não obstante, não concordamos com a tese de que “o homem não vem a Cristo porque a sua vontade está escravizada”, conforme ele advoga no terceiro parágrafo. Até porque se lermos João 6.40, veremos que o que está em apreço é a fé em Jesus para a salvação, ou a não-crença para perdição. Haja vista, se lermos todo o contexto, como a hermenêutica exige, veremos que Jesus falava com os judeus incrédulos. O escritor corrobora conosco ao se contradizer no primeiro tópico do 4º. Parágrafo: “Vir a cristo é crer em cristo”. Por isso que os que crêem vem a Cristo e os que não crêem não vem a Cristo. Os incrédulos (neste contexto, os judeus) não podiam vir a Cristo porque não criam nele.
Outrossim, no segundo tópico do quarto parágrafo, Cole tenta nos persuadir, distorcendo Lc. 14. 16-23. Dizendo que o rei relatado na parábola convidou a muitos para as bodas, porém os convidados não compareceram. E o mesmo conclui eloquentemente dizendo: “Meu convite pra ‘quem quiser’ trouxe alguém”? Não! Com esta analogia o escritor defende a tese de que o convite não atrai ninguém a Cristo, porque se o pecador recebe um convite, o mesmo poderá atender ou não, dependendo da sua vontade, e se a sua vontade está escravizada, logo, a sua resposta ao convite será negativa. À olho nu o eloqüente argumento de Cole parece ortodoxo, porém, quando analisado à luz da bíblia o mesmo se dissolve. Pois se o mesmo tivesse a coragem de analisar o contexto do capítulo 14 de Lucas, e fizesse um paralelo com Mateus 22.1-19, veria que Jesus se referia aos fariseus.
A mensagem verdadeira do texto é esta: os judeus rejeitaram a Jesus, porém, nós, gentios, o recebemos de corações abertos. João corrobora conosco dizendo: “veio para os que eram seus, porém os seus não o receberam, mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: AOS QUE CREÊM no seu nome. Os simpatizantes desta linha teológica a qual o escritor está inserido, poderia me responder: Os gentios só aceitam a Jesus porque foi incondicionalmente atraídos por Deus. Porém , nós refutamos com a seguinte indagação: será que Deus não teve poder de atrair também os judeus? E, se Deus deseja que todos se salvem, porque não atrai logo a todo mundo?
Concluímos, dizendo que não é a vontade do homem que está escravizada, e, sim, a sua natureza. Porque Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Miserável homem que sou! (Rm 7.19-20 e 24), observamos neste texto que a vontade do homem é livre, porém a sua natureza é pecadora, por isso o mesmo não tem forças para cumprir a sua vontade. E a nossa crença é que neste momento a terceira pessoa da trindade entra em ação para dar forças ao pecador. Portanto, como advogado da genuína fé cristã e apostólica, peço a não crença nesta tese anti-bíblica e não-ortodoxa apresentada pelo teólogo supracitado.
AGUARDEM A CONTINUAÇÃO.....